Adiada para segunda-feira sessão de cassação do prefeito de Beberibe

0
938
Padre Pedro (E), prefeito de Beberibe / Divulgação

A sessão de cassação do prefeito de Beberibe, Padre Pedro da Cunha (PSD), agendada para quinta-feira (6/12), foi adiada para a próxima segunda-feira (10/12) na Câmara Municipal do município,  atendendo mandado de segurança que questionou a condução do caso pelo presidente da Casa legislativa, vereador Eduardo Lima (PP). Em caso de impeachment, o vice-prefeito Tharsio Facó, delegado da Polícia Civil, assumirá a prefeitura.

O mandato, assinado pelo juiz Tony Aluisio Viana Nogueira,declara que a “Câmara Municipal de Beberibe abstenha-se de por emdeliberação na 37ª sessão ordinária qualquer matéria não incluída em pauta noperíodo legal de 48h anteriores à sessão mencionada”. O vereador EduardoLima acatou a decisão, mas argumentou não se tratar de uma matéria de pauta,mas regimental. Para ser cassado, nove dos 13 vereadores precisam concordar. O prefeito padre Pedro Cunha não tem a maioria na Casalegislativa e o presidente da Câmara de Vereadores, Eduardo Lima, é oposição aoChefe do Executivo municipal.

O atual prefeito, Padre Pedro da Cunha, enfrenta uma série de denúncias em Beberibe, como o atraso em três meses do salário de servidores, acúmulo de lixo na cidade e teve uma licitação anulada por várias irregularidades no processo.

Em entrevista ao Faceboock do Markos Zauelio, o prefeito afirmou se tratar de uma perseguição política. “Querem tomar o poder de qualquer jeito. Dizem que estão pensando no município, mas não estão”. Sobre atrasos em salários, padre Pedro informou que “todos os servidores efetivos estão em dia. Amanhã (7 de dezembro) vamos pagar a saúde, que não está em dia”.

Reconheceu, porém, que faltam dois meses de salários dos contratados. Sobre a denúncia de acúmulo de lixo na cidade, inclusive hospitalar, disse desconhecer. Para a sessão da próxima segunda-feira, o prefeito informou que vai “sentar com a equipe pra ver que procedimentos tomar”. O pedido de cassação do mandato foi protocolado por uma funcionária pública, no fim de agosto, diante de indícios de desmandos administrativos, além de meses de atraso no pagamento de servidores.

DEIXE UMA RESPOSTA