Banco do Brasil e EDP anunciam contrato recorde no mercado de energia livre

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O Banco do Brasil e a EDP, uma das maiores empresas privadas do setor elétrico do mundo, assinaram nesta quarta-feira, 20 de junho, em São Paulo, parceria para a entrada do Banco no mercado livre de energia. O evento contou com a participação do presidente do BB, Paulo Caffarelli, e do presidente da empresa portuguesa, Miguel Setas.

O contrato, recorde para o ambiente de contratação livre na modalidade varejista, tem o valor de R$ 86 milhões e visa disponibilizar 400 GWh para 24 dependências do BB localizadas em 14 estados do país em um contrato de cinco anos de duração. O volume contratado equivale ao consumo anual de uma cidade de 130 mil habitantes. Nesse período, o BB estima uma redução de cerca de R$ 50 milhões com energia elétrica se comparado ao gasto realizado no mercado cativo (ACR).

O grande benefício da parceria é que a energia adquirida será do tipo incentivada, originária de geradores de fontes renováveis, como eólica, solar e de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), o que reafirma o compromisso do Banco na adoção de ações que envolvem todos os aspectos da sustentabilidade e a adoção de critérios socioambientais em nossos processos, práticas e negócios.

No chamado ambiente de contratação livre (ACL) de energia, o BB deixa de estar vinculado ao ambiente de contratação regulada (ACR), modelo em que a energia elétrica consumida é adquirida diretamente de uma concessionária, que faz a distribuição da eletricidade em um determinado local. Com o Mercado Livre de Energia, o Banco deixa de comprar o produto no modelo tradicional e é livre para adquirir energia elétrica de qualquer fornecedor, por meio de leilões, por exemplo.

Dentre as vantagens oferecidas na contratação pelo modelo comercializador varejista, estão a redução da burocracia, possibilidade de maior flexibilidade no consumo, livre negociação de preços e condições, não aplicação de custo adicional com bandeiras tarifárias, além de previsibilidade na conta de energia.

Para o presidente do BB, Paulo Caffarelli, além da busca de receitas por meio da oferta de serviços e de crédito, o BB tem como um de seus objetivos a busca constante pela melhoria da eficiência operacional. “O BB é o primeiro banco a assinar um contrato desse tipo no mercado livre de energia. É o primeiro passo dentro de um amplo processo de redução de despesas de energia elétrica”, diz o executivo.

Com medidas como essa, o Banco pretende economizar, nos próximos cinco anos, 25% no valor pago na conta de energia elétrica.

Ontem, o BB abriu edital para contratação de empresa que irá gerar energia elétrica por meio de fonte fotovoltaica – obtida através da conversão direta da luz solar em eletricidade. O Banco pretende, até 2020, abastecer 58 dependências no estado de Minas Gerais com essa energia, o que corresponde a um sexto do consumo com eletricidade naquele estado.

O Banco também planeja trocar os letreiros de pontos de atendimento e prédios administrativos por dispositivos de LED. Adicionalmente, cerca de 1,3 milhão das lâmpadas utilizadas na iluminação dos ambientes de trabalho serão substituídas até o final de 2019. A projeção é de que a nova iluminação do ambiente reduza em 7% do consumo de eletricidade do BB, ou seja, R$ 33 milhões ao término do projeto.

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