Bolsonaro anuncia troca de Vélez por Abraham Weintraub no Ministério da Educação

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Economista, Abraham Weintraub colabora com Bolsonaro desde a campanha eleitoral/Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta segunda-feira (8/4) a saída do ministro Ricardo Vélez Rodríguez do Ministério da Educação. Em mensagem publicada no Twitter, Bolsonaro informou que o economista e professor Abraham Weintraub assumirá a pasta. Com isso, o presidente afasta uma disputa política pelo cargo que se anunciava entre políticos, seguidores do escritor Olavo de Carvalho e militares. Vélez foi recebido por volta das 10h no Palácio do Planalto. A demissão dele era dada como praticamente certa desde a sexta passada, quando Bolsonaro declarou à imprensa que a gestão de Vélez não estava funcionando bem no Ministério da Educação.

Comunico a todos a indicação do Professor Abraham Weintraub ao cargo de Ministro da Educação. Abraham é doutor, professor universitário e possui ampla experiência em gestão e o conhecimento necessário para a pasta. Aproveito para agradecer ao Prof. Velez pelos serviços prestados.

Abraham é secretário-executivo da Casa Civil, número dois da pasta do ministro Onyx Lorenzoni. Ele e o irmão, Arthur Weintraub, participaram da campanha de Bolsonaro e atuaram no governo de transição. O novo ministro da Educação colaborava com o governo.

Conforme mostrou o Painel do Poder, do Congresso em Foco, o ministro Vélez era o pior avaliado pelos parlamentares mais influentes da Câmara e do Senado.

Bolsonaro reconheceu, em café da manhã com jornalistas na última sexta-feira, que a gestão no Ministério da Educação não está funcionando e adiantou que terá hoje uma conversa decisivacom o auxiliar. No fim de semana, Olavo chamou o “afilhado” político de “traiçoeiro” e sinalizou apoio à sua eventual demissão.

Vélez havia afirmado na sexta-feira que não iria entregar o cargo e só sairia se fosse demitido. O colombiano é o segundo ministro a cair. O primeiro havia sido Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral da Presidência), que deixou o governo após entrar em confronto com Carlos Bolsonaro e, em seguida, com o próprio presidente. (Site Congresso em Foco).

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