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Ceará é o terceiro do Brasil em exportação de rochas ornamentais

Nos últimos cinco anos, o Ceará deu um grande salto no setor de rochas ornamentais passando de 12 para 45 empresas operantes no estado, entre as quais estão as maiores  exportadoras do Brasil. A concentração da maior parte dessas empresas está no Noroeste do Estado (Sobral, Massapê, Santa Quitéria, Região de Banabuiú, etc). Com o mercado em ascensão, o Estado está hoje entre os três principais do Brasil em exportação com US$ 26,6 milhões e 39,5 mil toneladas, em 2017, evidenciando tendência de crescimento. Entre as pedras do Ceará que mais fazem sucesso no mundo e são extraídas exclusivamente do solo cearense e por empresas cearenses estão a Perla Santana, a Perla Venata, a Cristalo Pink e a ônix Vision. Uma dessas pedras, a Cristalo Pink, um quartzo rosa sinônimo de luxo, brilho e riqueza será um dos grandes destaques da feira.

As exportações de rochas ornamentais foram efetuadas por 16 estados brasileiros em 2017. Apenas Espírito Santo, Minas Gerais, Ceará, Bahia e Rio Grande do Norte registraram faturamento superior a US$ 10 milhões para essas exportações. O Espírito Santo respondeu pela maior parte, 81,7% do total do faturamento, em seguida,  Minas Gerais com 11,8% e logo depois Ceará com 2,4%. O Brasil exportou rochas ornamentais para 117 países no ano de 2017. Os três principais destinos foram EUA, China e Itália, nesta ordem. Apenas para oito países as exportações superaram US$ 10 milhões.

No Ceará, a expectativa é que as exportações terão forte crescimento nos próximos quatro anos chegando a  US$ 200 milhões até 2021, quando o Estado será o segundo maior parque industrial e de exportações do Brasil. “Para atingirmos estes números, é fundamental que os agentes institucionais como a Agência Nacional de Mineração, a Semace e a ZPE possam exercer as suas funções com eficiência”, afirma Carlos Rubens Alencar, presidente do Sindicato da Indústria Mármores Granitos do Estado do Ceará, Simagran-CE.

O setor de rochas ornamentais é um dos qualificados como prioritários para instalação de indústrias na ZPE-Pecém. São 19 protocolos de intenções assinados e cinco projetos já estão em fase de modelagem. Em março de 2017, a Thor Granitos, historicamente a maior exportadora do Brasil em volume de CTNR, passou a atuar no Ceará. A empresa foca, agora, na zona rural de Santa Quitéria e, posteriormente, irá estruturar outra unidade na segunda etapa da ZPE. Hoje, a Thor Granitos exporta entre 450 e 550 contêineres de granito brasileiro.

Atualmente, aproximadamente 45 empresas do Espírito Santo atuam no Ceará extraindo blocos de granito e quartzito, evidenciando o potencial do Estado. Por conta dos investimentos por parte dos empresariados, a região detém o segundo maior parque industrial nacional, o que pode consolidá-la como o terceiro mais importante pólo de rochas ornamentais do Brasil. “Apesar de não termos um número consolidado, podemos estimar que o mercado de empresas genuinamente cearenses, conservadoramente, comercializa através da sua capacidade produtiva atualmente instalada, algo como R$ 800 milhões anualmente”, completa Alencar.

As condições favoráveis para o desenvolvimento da indústria de rochas ornamentais tornaram o Ceará um grande representante nas exportações, a nível nacional. Dentre os fatores estão: a caracterização tecnológica das rochas encontradas em nosso território, a diversidade de rochas, a disponibilidade de reservas minerais, a infraestrutura adequada, o potencial de mercado e a localização privilegiada do estado, que o torna a fronteira mais importante de quartizitos de cor clara e o estado com uma das melhores logística de fretes marítimos internacionais.

Atualmente a região Nordeste responde por cerca de 26% da produção brasileira. Um dos responsáveis por essa relevância foi o incremento na produção de rochas exóticas e superexóticas (granitos e quartzitos) e de rochas carbonáticas (limestones) na chapada do Apodi (Ceará e Rio Grande do Norte).

O Ceará sempre esteve na vanguarda no que diz respeito à extração de Granito. O estado foi um dos primeiros a incrementar o uso das máquinas a fio diamantado, ainda no início dos anos 90. Da região, é extraído o granito mais reverenciado nas grandes obras realizadas no Brasil, reconhecido mundialmente como Branco Ceará. Empreendimentos como o novo terminal aeroportuário de Guarulhos, em São Paulo, e os shoppings RioMar Fortaleza e Recife, além do Shopping Iguatemi de Fortaleza, utilizaram esse granito.  Mensalmente, cerca de 4 mil m³ de granitos e quartzitos, com preço de comercialização em blocos brutos (entre USD 1 mil m³ e USD 2,5 mil m³), são levados do Ceará para a região sudeste, onde são beneficiados e transformados em chapas polidas na espessura de 3cm, seguindo para os Estados Unidos.

Atualmente, o Ceará tem inovado ainda mais em tecnologia para se tornar mais competitivo. Já estão sendo instalados na região (09) nove teares multifios, maior inovação no setor de rochas ornamentais, o que comprova o momento de investimentos pelo qual o setor está atravessando.

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