Ceará exportou para 117 países no primeiro bimestre de 2019

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Divulgação/FIEC

 

O Ceará exportou, no primeiro bimestre de 2019, para 117 países. Os que mais compraram do Ceará foram Estados Unidos, Itália e Coreia do Sul. Os Estados Unidos são destino de 31,9% de tudo que é vendido pelo Ceará no comércio internacional. Os principais produtos comprados do Ceará pelos americanos são placas de aço e pás eólicas, totalizando US$ 126,1 milhões. A Itália, por sua vez, participa com 18,79% do total das exportações, com US$ 74,2 milhões comprados do Estado, principalmente em semimanufaturados de ferro e aço. A Coreia do Sul fica com 7,36% do total exportado pelo Ceará, o que corresponde a US$ 29,07 milhões. Os dados são do estudo Ceará em Comex, realizado pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).

A Coreia do Sul, no mesmo período do ano passado, detinha o segundo lugar, mas perdeu o posto para a Itália, que registrou um crescimento de 688% nas compras dos produtos cearenses. Outro destaque em crescimento é a República Tcheca que aumentou o volume de compras de US$ 66,1 mil para US$ 13,24 milhões e figura hoje como o oitavo país que mais compra do Ceará. Também tem as placas de aço como principal produto adquirido.

A queda de 11,1% nas importações cearenses no acumulado de 2019 alterou a posição do Estado no ranking nacional de Estados importadores, caindo de 12º em janeiro para 14º na soma dos dois primeiros meses. A redução das compras internacionais do Estado é justificada principalmente pelo decréscimo de 39,4% nas compras externas de São Gonçalo do Amarante, cidade líder nas importações cearenses, que registrou US$ 119,3 milhões no primeiro bimestre de 2019.

Outras cidades como Maranguape, Aquiraz e Eusébio também registraram quedas nas importações em comparação com o mesmo período de 2018. O município que exibiu maior aumento foi o de Acaraú, saindo de modestos US$ 5,7 mil para mais de US$ 9,1 milhões, no biênio analisado, na compra de equipamentos de energia eólica vindos da China.

Com as importações de Acaraú, a China ultrapassou os Estados Unidos e atualmente é a principal origem das importações cearenses com US$ 85,6 milhões. As duas nações juntas, representam quase a metade de tudo que o Ceará compra do exterior. O país norte-americano vem em seguida com um total de US$ 84,7 milhões e um aumento de 118,1% em relação à 2018.

A Argentina, principal fornecedora de trigo para a indústria de massas cearense ocupa a terceira posição, com um total de US$ 35,9 milhões. Moçambique e Colômbia são os maiores fornecedores internacionais de hulha betuminosa para o Ceará e ocupam, respectivamente, a 4ª e 5ª posições nessa lista. Destaque para Austrália, que fornece insumos para a produção de defensivos agrícolas e totalizou US$ 11,1 milhões exportados para o Estado.

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