Exportações de hortaliças avançaram de US$ 60,6 mil para US$ 2,2 milhões em apenas quatro anos

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A lista dos principais produtos exportados pelo Ceará teve que abrir espaço nos últimos anos para um novo item: hortaliças, cujas exportações sequer existiam até 2015 e neste ano, de janeiro a setembro, já movimentaram US$ 2,17 milhões em vendas para o exterior.

E o carro-chefe desse novo negócio, segundo o secretário-executivo do Agronegócio da Sedet, Silvio Carlos, é um item produzido e utilizado tradicionalmente na culinária regional: a abóbora. “Só que num formato apreciado pelo mercado internacional”, observa.

Trata-se de um tipo de abóbora conhecido internacionalmente como “butternut”: variedade de porte pequeno, que tem formato com base larga e parte superior estreita. Na prática, um produto conhecido pelo consumidor brasileiro e disponível em muitos pontos de venda.

De acordo com Fábio Martins, sócio-proprietário da Agrícola Terra Santa, baseada no município de Quixeré, uma das principais exportadoras do produto, as vendas internacionais da variedade são recentes e têm como principais mercados a Europa – em especial a Inglaterra – e o Canadá.

Contudo ele adverte que esse não é um mercado fácil. “É preciso exportar quando naqueles países o clima não favorece a produção e ainda concorrer com outros fatores, a exemplo das sobretaxas e fretes – que são mais favoráveis aos nossos principais concorrentes: África do Sul e Argentina”, diz.

Dados do Ministério do Desenvolvimento Indústria e comércio Exterior (MDIC) informam que o item hortaliças exportou apenas US$ 37 mil 2016 a partir do Ceará, No ano 2019 totalizou US$ 1,13 milhão – quase metade do que já foi exportado nos primeiros nove meses de 2020.

“São novas culturas surgindo no agronegócio, com mais valor agregado, de ciclo rápido, menor consumo de água e grande possibilidade de gerar emprego e renda no interior do estado”, destaca o secretário do Desenvolvimento e Trabalho do Ceará,  Maia Júnior.

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