Flávio Bolsonaro falta a acareação no MPF e vai a TV dançar com Sikêra Jr., em Manaus

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O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) faltou nesta segunda-feira (21/9 à acareação com o empresário Paulo Marinho, seu suplente no Senado, no processo sobre vazamento de informações da Operação Furna da Onça, no Ministério Público do Rio de Janeiro. Flávio atribuiu sua ausência a “compromissos da sua agenda oficial, que o fizeram estar no Amazonas nesta data”.

Ao lado do irmão e deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Flávio participou de um programa de televisão nesta segunda-feira (21/9) em Manaus. Ao lado do apresentador Sikêra Jr., do presidente Embratur, Gilson Machado, e de parte da equipe da atração, eles dançaram e cantaram ao vivo uma música de conotação sexual com ataque a usuários de maconha, batizada pelo apresentador de “Todo maconheiro dá o anel”.

Flávio faz alusão à expressão “bandido bom é bandido morto”

Flávio também exibiu um cartaz com a frase “CPF cancelado”, termos usado por Sikêra ao se referir a suspeitos acusados de crime. O apresentador é conhecido por fazer comentários favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro e por comemorar dançando e cantando no palco quando é informado, no ar, de que um acusado foi morto em confronto policial.

Paulo Marinho, que é suplente de Flávio no Senado, afirma que o filho do presidente teve informações privilegiadas sobre uma operação entre o primeiro e o segundo turnos das eleições de 2018 por um delegado da Polícia Federal. Conforme relatou à Folha de S. Paulo, a PF segurou a operação, então sigilosa, para que não prejudicasse a campanha de Jair Bolsonaro.

A defesa de Flávio alega que a possibilidade do senador não comparecer na acareação de hoje foi levantada há cerca de um mês, por escrito, diretamente ao MPF, “que não quis alterar a data apesar de expressa disposição legal”.

Mais cedo, a defesa de Flávio ingressou com nova petição, sugerindo a data de 5 de outubro para uma nova acareação. “Quanto à tese de crime de desobediência insinuada pela Procuradoria, é lamentável sob vários aspectos. Nem o procurador da República poderia dar ordem ao senador e nem essa ‘ordem’ seria legal, pelo que constituiria uma impropriedade técnica com poucos precedentes na história do Judiciário Fluminense”, diz a defesa de Flávio. (Com informações do Congresso em Foco).

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