Horizonte está entre as 120 cidades com maiores taxas estimadas de homicídios no país

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Matéria retificada

O Ceará tem três cidades na lista dos 20 municípios com população acima de 100 mil habitantes, com as maiores taxas de homicídio do país, de acordo com Atlas da Violência – Retratos dos Municípios Brasileiros, divulgado na segunda-feira (5/8), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). São elas: Maracanaú (145,7), Caucaia (96,9) e Fortaleza (87,9).

Com taxa de 136,7, Horizonte está entre as 120 cidades do país que acumulam 50% dos homicídios estimados em 2017, segundo o IPEA. E não como estava no texto anterior: Localizadas no Litoral Leste, a região tem três cidades entre os municípios com as maiores taxas estimados de homicídio no Estado, por 100 mil habitantes. São elas: Horizonte com 136,7; Aquiraz – 113,1; e Eusébio – 110,3. (Horizonte está entre as 11 cidades de abrangência da revista e site Litoral Leste Ceará, por isso o destaque na manchete).

Ao contrario do que foi colocado na matéria anterior, Aquiraz e Eusébio não fazem parte do estudo do IPAE.

Segundo reportagem de Isaac de Oliveira, publicada no jornal O POVO desta terça-feira (6/8), os números são referentes ao ano de 2017. De acordo com os dados mais recentes da Secretaria da Segurança Pública e Defesos Social (SSPDS), o Estado registra redução no número de Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs) desde abril de 2018. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, Fortaleza registra diminuição há 16 meses seguidos.

No Atlas da Violência, as cidades do Estado entre as 20 mais violentas estão na Região Metropolitana: Maracanaú, Fortaleza e Caucaia. O levantamento leva em consideração apenas cidades com mais de 100 mil habitantes. Nessa categoria, Maracanaú figura com a maior taxa estimada de homicídios do País. Foram contabilizados 328 homicídios, o que resultou em uma taxa de 145,7 homicídios a cada 100 mil habitantes. Em seguida vem Altamira (PA), com taxa de 131,2; São Gonçalo do Amarante (RN), com 131,2; Simões Filho (BA), com 119,9; e Queimados (RJ), com 115,6.

Caucaia se encontra na 11ª posição, com estimativa de 96,6 homicídios por 100 mil habitantes. Já Fortaleza, em 16ª colocação, com 87,9. Fortaleza, porém, é a capital com o maior número de homicídios registrados em 2017. A capital cearense fica à frente Rio Branco (85,3) e Belém (74,3). Quando contemplados, porém, também os municípios com menos de 100 mil habitantes, Pacajus, também na RMF, toma a dianteira estadual. Com uma população estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 70.911 habitantes, o município teve registrados 107 homicídios, resultando em uma taxa 151 homicídios por 100 mil habitantes.

No relatório do estudo, o Atlas da Violência aponta haver um aumento “abrupto” da dispersão das taxas entre os municípios após 2015. Entre as razões elencadas, está o crescimento no número de mortes em vários municípios ao longo da rota do Rio Solimões, na disputa pelo controle do tráfico de drogas. O estudo destaca que as regiões Norte e Nordeste concentram 18 das 20 cidades mais violentas entre aquelas com mais de 100 mil habitantes.

Comentando sobre as taxas de homicídio do Ceará, o Atlas destaca que quatro facções predominam no Estado. O estudo destaca porém que a rivalidade foi “temporariamente suspensa” a partir de janeiro de 2019, como reação à nova administração dos presídios. “Tal ação, que poderia redundar em um banho de sangue, gerou um resultado inesperado, em termos do armistício proposto entre os grupos criminosos, o que pode ocasionar uma forte redução dos homicídios no estado, pelo menos enquanto durar a trégua, que é sempre instável”.

Em nota, a SSPDS citou diversas ações efetuadas pela pasta no combate aos homicídios, como construção de novas ferramentas tecnológicas e ingresso de novos servidores. Além disso, destacou ampliação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, que saiu de 5 para 11 delegacias ainda em 2017. “Em paralelo às ações coordenadas pela SSPDS, estão as medidas adotadas dentro dos sistemas prisionais, que possibilitaram ainda mais o enfraquecimento das organizações criminosas”, afirmou a SSPDS.

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