Nível de atividade da construção cearense segue em queda, aponta Observatório da Indústria da FIEC

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O nível de atividade da construção cearense segue em queda. Essa foi a conclusão da Sondagem da Construção, realizada pelo Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará – FIEC, em parceria com a Confederação Nacional da Indústria – CNI.

Em agosto, a construção civil voltou a registrar queda no Nível de Atividade, com o índice marcando 48,1 pontos contra 51,5 pontos do mês passado. O nível de Atividade Efetivo teve pequena melhora, marcando 28,7 pontos. Apesar disso, o nível de Utilização da Capacidade Operacional (UCO) teve queda de 1 p.p. e marcou 73%. Já o Emprego seguiu com resultados negativos, marcando 44,6 pontos.

Segundo o Índice da Construção Civil (SINAPI) divulgado pelo IBGE, os custos da construção civil no Ceará tiveram aumento de 1,5% no mês de agosto, sendo a maior taxa mensal registrada no ano e a terceira mais alta do país. No acumulado do ano, houve um aumento de 3,88% nos custos. Ou seja, essa queda na atividade pode ser justificada tanto pelo aumento do preço da matéria-prima, quanto pela falta da mesma.

“O setor foi profundamente atingido pela pandemia e ainda enfrenta dificuldades para se reerguer, principalmente em decorrência dos custos com insumos e de certa estagnação que o setor convive a nível nacional”, explica Eduarda Mendonça, pesquisadora do Observatório da Indústria da FIEC.

Em relação às Expectativas, os empresários da construção seguiram com o otimismo e expectativas positivas para os próximos seis meses. A única exceção foi Intenção de Investimentos, que registrou queda.

“Em certa medida, as expectativas otimistas são fruto da queda na taxa de juros, que possibilita o aquecimento do setor imobiliário nos próximos meses”, conclui Eduarda.

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