Plano Real foi lançado há 25 anos, contendo a hiperinflação no país

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Há exatos 25 anos, chegava ao bolso dos brasileiros um dinheiro novo, que materializou o plano econômico que conseguiu domar a hiperinflação, causada pela dívida externa que disparou nos últimos anos do regime militar e parecia ser impossível de ser contida.

Mas o Plano Real foi muito mais do que a troca do dinheiro em circulação. Foi um processo de estabilização econômica que começou em 1993, com o objetivo de acabar com a hiperinflação, que reduzia o poder de compra do trabalhador brasileiro. A inflação acumulada nos 12 meses, de julho de 1993 até junho de 94, se aproximava de 5 mil por cento. No fim daquele ano, a inflação oficial estava em 916% e caiu para 22% em 1995.

O Banco Central, a Casa da Moeda e o Ministério da Fazenda organizaram a implantação do plano econômico em três etapas. A primeira foi com um ajuste fiscal, que permitiu ao governo remanejar o orçamento e aumentou impostos, com a criação do Fundo Social de Emergência. A segunda fase foi marcada pela criação de uma unidade de conta, para padronizar valores, a partir da URV, a Unidade Real de Valor. A terceira etapa foi a própria implantação do Real. Para garantir que o novo dinheiro começaria, de fato a circular em todo o país a partir de 1º de julho de 1994, a Casa da Moeda estava distribuindo cédulas e moedas para os bancos desde o mês de abril.

Naquele dia, já estavam nos bancos 940 milhões de cédulas e 688 milhões de moedas de real.

O economista Carlos Eduardo de Freitas destacou que uma das estratégias da equipe econômica foi vincular o real ao valor do dólar, por meio da ancoragem cambial, para controlar a inflação.

Quase 5 anos depois, o câmbio deixou de ser fixo e ficou flutuante, como é hoje. A então equipe econômica decidiu estabelecer o regime de metas para inflação. Esse regime ainda se mantém.

Antes do Plano Real, a hiperinflação fazia o dinheiro perder valor tão rápido, que era difícil ter noção se algum produto estava caro ou barato. Quem podia, fazia reserva de dinheiro em dólar, mas a maior parte da população não tinha como se proteger do aumento de preços e ficava cada vez mais pobre.

O país iniciou, então, uma longa e difícil caminhada em direção à estabilidade econômica. E os sistemas bancário e financeiro passaram por reformas. Foi o fim da remarcação de preços e da constante troca de moeda.

Hoje comemoramos 25 anos do Real, enquanto nos 25 anos que antecederam aquele 1º de julho de 1994, o Brasil teve seis moedas: cruzeiro novo, cruzeiro, cruzado, cruzado novo, cruzeiro e cruzeiro real. (Agência Brasil).

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