São Gonçalo do Amarante registra superávit de US$ 82 milhões

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Placas de aço (semimanufaturados de ferro e aço) são os itens mais exportados pela cidade, englobando 98% do total – Foto: Natinho Rodrigues/Divulgação

A cidade de São Gonçalo do Amarante é a principal responsável pelo “boom” no comércio exterior cearense dos últimos anos, em função da Zona de Processamento de Exportações (ZPE), onde está localizada a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). O município acumulou US$ 201,5 milhões em exportações no primeiro bimestre de 2019, valor 11,8% maior em relação a 2018. O montante enviado ao exterior compreende 51,3% de tudo o que o Ceará exportou no período e garante o título de terceira maior cidade exportadora do Nordeste. Liderando também as importações cearenses, o município comprou do exterior o equivalente a US$ 119,3 milhões, sendo esta quantia 33,5% do total importado pelo Ceará. O saldo comercial da cidade disparou mais de 590% e registrou superávit de US$ 82,1 milhões. Os dados são de estudo realizado pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).

Placas de aço (semimanufaturados de ferro e aço) são os itens mais exportados pela cidade, englobando 98% do total. As placas metálicas totalizaram US$ 197,4 milhões, vindo logo acima dos lingotes de aço, 2° colocado, com US$ 2,1 milhões. O maior mercado comprador foi a Itália, com US$ 63,7 milhões e crescimento de mais de 3000 vezes, em relação ao ano anterior. Na 2° colocação entre os destinos, estão os Estados Unidos com US$ 61,6 milhões. Coréia do Sul (US$ 28,5 milhões), México (US$ 20,1 milhões) e República Tcheca (US$ 13,2 milhões) também são parceiros importantes nas exportações da cidade.

Os produtos siderúrgicos exportados abastecem várias cadeias produtivas, principalmente a automobilística, civil e de fabricação de maquinários. Para a fabricação desses produtos, demanda-se um alto volume de combustíveis sólidos, de modo que este foi o principal produto importado no período analisado. Desta forma, hulhas e coques totalizaram US$ 91,9 milhões entre janeiro e fevereiro, compondo 77% do total importado. Em seguida, os desperdícios metálicos ocupam a 2° posição, com US$ 13 milhões. Os resíduos de aço são originários do Reino Unido, parceiro que mais aumentou seu fornecimento à cidade no intervalo observado, totalizando US$ 13,1 milhões. Entretanto, o maior fornecedor permanece sendo os Estados Unidos, com US$ 42,8 milhões, montante que cresceu 160,9% em relação ao mesmo período no ano anterior.

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